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Média de 19,87% de inadimplência nas estatais

Aesbe registra uma média de 19,87% nos índices de inadimplência entre as empresas estatais

Marcus Vinícius Fernandes Neves
Com a grande maioria dos Estados em situação de calamidade pública devido à pandemia do Covid-19, as empresas estatais de saneamento vêm registrando fortes oscilações em seus fluxos de caixa em razão dos índices de inadimplência de seus usuários. Dados da Aesbe, entidade que reúne as empresas estaduais do setor, indicam que até o final de abril esse índice variava entre 3,5% e 40%, a depender da região, o que resultava em uma taxa média de 19,87%.

Marcus Vinícius Fernandes Neves, presidente da entidade, em entrevista à página h2o.eco, informou que a perda de receita começa a afetar até mesmo o custeio de algumas empresas, enquanto uma parte delas vem conseguindo atenuar os impactos graças à gestão de seu fluxo de caixa, o que permite até mesmo manter os planos de investimentos. A pesquisa da Aesbe é realizada quinzenalmente e abrange 21 empresas do setor.

Segundo Neves, as empresas estatais estão mantendo rigoroso controle de suas equipes de campo que estão na rua e são responsáveis pelo atendimento de mais de 75% da população. Nas atividades administrativas, os serviços continuam de forma remota, não havendo ainda prazo para a volta à normalidade.

Ele confirmou que a Aesbe recebeu relatos de empresas que estão realizando testes em casos específicos naqueles funcionários que estão em campo, quando há suspeitas de contaminação, até como forma de controle e prevenção, mas esclareceu que a entidade não adotou nenhuma posição em relação ao assunto. “A Aesbe, em sua finalidade, não consta propiciar assistência. Assim, cada empresa deve olhar para a sua realidade, até porque estamos em um país continental e os estados possuem realidades distintas”. 

Por Milton Wells